terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Modesto 80 anos

Iniciava-se o ano de 1932 e o Carnaval já se aproximava, mas eram dias de pouquíssima brincadeira, pois os paulistas de forma geral e os paulistanos de forma particular se articulavam, se organizavam e se armavam para se contrapor  a um Governo central que de forma alguma caminhava na direção de um tão almejado horizonte democrático.
Mas, lá no Braz, havia um lugar em especial, com muita alegria e expectativa pelo próximo nascimento de mais um descendente da Família Laruccia; e eis que, em 05 de fevereiro, o amigo Modesto se apresentava ao mundo...
E assim, lá se vão 80 anos de uma vida de busca, trabalho, perseverança, exemplo e muito companheirismo. Qualidades que de forma generosa e irrestrita o Modesto tem compartilhado conosco, sejam escritores ou leitores do SPMC e Memórias de Sampa.
Durante este nosso ainda curto tempo de convívio, através de seus textos, palavras e ações, todos nós reaprendemos a como ajudar e ser ajudados, e certamente todos nós nos tornamos pessoas melhores.
Agradeço ao Modesto o privilégio de tê-lo conhecido.
Forte abraço e Feliz Aniversário!

Por Laer Passerini

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Modesto

MODESTO VOCÊ É MESMO UM BAMBA
SE O SITE SÃO PAULO MINHA CIDADE,
OU O BLOG MEMÓRIAS DE SAMPA,
FOSSE UMA ESCOLA DE SAMBA
VOCÊ EU DIGO SEM MEDO
SERIA COM TODA A CERTEZA
NOSSO ETERNO E MAIOR SAMBA ENREDO.
PRESENTE EM TODAS AS ALAS
NOSSO QUERIDO E FIEL MESTRE SALA.
SE FOSSEMOS UM DIA DESFILAR
NA PASSARELA DO SAMBA
POSSO SEM MEDO AFIRMAR
SEM NENHUM RECEIO DE ERRAR
OU DE OUVIR VOCÊ RECLAMAR,
OU DE FICARES ABORRECIDO.
VOCÊ SERIA COM CERTEZA
O GRANDE E FAMOSO DESTAQUE
POR TODOS DO BLOG ESCOLHIDO
E AQUI ENTRE NÓS TÃO QUERIDO
VOCÊ NUNCA SERÁ ESQUECIDO,
NOS ENCONTROS COM AS REDONDAS,
VOCÊ SERÁ SEMPRE UM BEM VINDO.
Á VOCÊ QUE JÁ PASSOU POR SEUS OITO,
COM SAÚDE, JÁ ESTA NOS OITENTA.
AQUI FICA MEU DESEJO SINCERO
QUE VOCÊ ULTRAPASSE OS NOVENTA
E DE GORGETA VIVA, MUITO MAIS ALEM.
DEIXANDO ESSE MODESTO A PARTE,
TORNANDO-SE UM MATUZALEM.
Feliz aniversário Modesto.
São os votos do Tutu e da Denise.

Por Arthur Miranda (tutu)

domingo, 29 de janeiro de 2012

Modesto, eu sou privilegiado

Caro amigo Modesto, se bem me lembro, o nosso primeiro contato nasceu de um comentário que você fez numa história que escrevi no SPMC; posteriormente nos encontramos por ocasião do lançamento do livro "1000 Memórias - São Paulo Minha Cidade", lá na Sala São Paulo.
Eu não o conhecia, mas, após perambular pelo salão, ouvi alguém chamar pelo seu nome num grupinho... Me aproximei e após me apresentar (ambos de gravata), de pronto passamos a conversar animadamente.
A empatia foi tão grande que tive a impressão que já nos conhecíamos há muitos anos.
Caro Modesto, realmente sou um privilegiado por fazer parte do seu grupo de amigos. Já dizia um grande poeta: "A riqueza de um humano se mede pela quantidade e qualidade dos amigos que tem”
Modesto, muito obrigado por você ser parte da minha fortuna e agradeço a Deus por me permitir dar um grande abraço a um amigo pelos seus 80 anos.
Que esta graça nos seja concedida por muitos e muitos anos.
Parabéns, meu ilustre companheiro!

Por Leonello Tesser (Nelinho)

sábado, 28 de janeiro de 2012

Ao Modesto Laruccia

Quem é esse homem
Que a todos cativa
E faz sentir viva
De Sampa a Memória?
Modesto ele é
Na plena acepção
Mas homem grandioso
Enorme coração
Ao blog e ao site acrescenta
Seu grande conhecimento
Da Sampa que tanto amamos
A tudo ele está atento
Junto com outros autores
Venho hoje lhe render
Esta sincera homenagem
Que ele faz por merecer
Desejando ao amigo
Saúde e bem longa vida
Muita grana, muito amor,
Felicidades, pessoa querida!
 
Por Cida Micossi

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Parabéns, Natale!

Meu ilustre Modesto

Tive a oportunidade certa ocasião de conhecê-lo pessoalmente.
Me surpreendi com o seu dinamismo e jovialidade e, sobretudo, com o seu bom humor.
Oxalá todos assim fossem.
Desejo-lhe muitas felicidades e que você ainda nos presenteie por muitos e muitos anos com as suas sempre e exuberantes histórias.
Perdoe-me por não saber falar italiano, meus tenho alguns amigos oriundis e são "tutti bona genti". Está correto?

Um abraço e muitas felicidades.

Por Asciudeme Joubert

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Aos oitenta anos de um escritor de mão cheia (e de coração cheio também)

O que eu poderia escrever sobre o Laruccia? Afinal, nem conhecê-lo pessoalmente, eu consegui! Só sei que, nestes dois anos e meio de blogue, lendo seus textos, fui ficando cada vez mais encantado com sua prosa direta e modesta em textos bem elaborados, onde vai nos contando, pouco a pouco, sua vida e seus amores. E, junto a seus depoimentos de vida, vai tratando também de assuntos do cotidiano desta cidade que todos nós tanto amamos!
O primeiro dos seus textos, que li aqui, falava do casamento da Maria Clara com o Fabiano, seu sobrinho-neto. Em seguida conta a história do Osmar, aquele repórter que, procurando uma notícia para seu “diretorzinho meia-boca”, teve que “virar gay” pra se livrar do assédio da Verônica, prostituta agradecida.
Depois disso, falando sobre uma cirurgia no joelho, conta-nos sobre os “porões de torturas medievais”, onde os torturadores são os fisioterapeutas, em sua maioria “torturados” pela delicadeza com que devem conduzir seus trabalhos diante da dureza com que a vida, às vezes os presenteia.
Com o texto “Cruel Direito”, ele fez uma singela homenagem à Argentina, onde as brutalidades da ditadura deixaram marcas indeléveis, como, aliás, todas as ditaduras. Passando pelos torturadores “do bem” e pelos da ditadura, ele traz a leveza do “O Flato”, onde nos conta sobre um quarteto composto por dois casais que tanto entende de música, quanto de uma das prerrogativas dos idosos que é flatular à vontade e ainda se divertirem com os sons, afinados ou não. Em “O Degenerado”, ele faz uma confissão surpreendente que me tocou profundamente. Já sabia, então, que esse escritor seria um dos meus prediletos no Memórias de Sampa.
E estão pensando que ele só escreve textos? É também poeta! Brindou-nos com um belo poema homenageando nossa língua que de madrasta não tem nada, intitulado “Meu idioma, minha madrasta”. Pouco depois, o poema “Um amor sincero”, descreve com lirismo e sensibilidade, a linda história de amor de sua vida e da vida de sua amada Myrtes, ali, a grande homenageada! E, finalmente, em “O milagre”, baseando-se num fato ocorrido em São Paulo, elaborou, em estilo de cordel, um lindo poema onde, através da história de luta e vitória de Luciana, fala sobre um dos assuntos “invisíveis” para todos: a AIDS! O preconceito e a discriminação ainda continuam sendo os grandes vilões deste mal que aflige tanta gente, mas poucos têm a coragem de comentá-lo, como se assim ele se tornasse invisível e não nos conseguisse atingir. E o nosso Modesto Laruccia, com seu estilo e sua coragem o coloca em versos, mostrando-nos aquilo que preferiríamos não ver! Só que, antes desse poema, ele escreveu “Uma fábula a respeito do surgimento de uma doença ainda incurável”, texto magistral que também me marcou profundamente.
Mas, além de tudo, ele também surpreende, quando resolve nos transmitir suas receitas de dar água na boca! E foi isso o que fez com a receita da Carne Loca, tirada do programa da Palmirinha (quem não a conhece?) e também com a da bruscheta, tirada de um jornal de São Paulo, mas antes, dando a sua própria e especial receita, que gosta de preparar, com esmero e capricho, pela manhã.
Ele mostrou sua veia de contista com “Um amor eterno”, contando a história de Tom e Irma e seu amor que venceu a morte. E quando resolve falar sobre São Paulo? Presenteia-nos com textos como “Uma cidade fadada à grandeza” ou “São Paulo faz aniversario – 25 de janeiro, 1554 – 2011”. Mas traz também “Uma cidade dinâmica”, “Arrogância”, “Anos de guerra, anos de paz”, “Turma do Braz contra os coca cola”, “Histórias da Light”, “42 anos sem Braz” e “Uma explosão de alegria”, onde nos fala não apenas da amada São Paulo, mas do seu amado Braz (com Z), do Parque Continental onde mora atualmente e das histórias ali (e acolá) acontecidas. Sem esquecer “O Treme Treme, tremeu e caiu”, fazendo um belo passeio em torno do mercadão e relembrando o antigo Edifício São Vito e “Rafael – o craque”, onde homenageia um grande jogador de futebol – do Braz, naturalmente!
Também não posso deixar passar os textos mais intimistas, onde nos fala sobre familiares ou pessoas muito próximas, que é o que vemos, comovidos, em “Aconteceu no Natal de 1945”, “Mensagem de Natal e Fim de Ano”, “Sem consultar seu coração, uma trágica opção e premonição, a escolha, única preocupação e a esperança da volta a seu torrão”, “Apelidos e alcunhas”, “A decepção do sonho americano”, “Meu pai” e “Natal e Fim de Ano – 2011 / 2012”, todos trazendo nas entrelinhas, costumes familiares, amor à família e as “italianices” dos moradores do Braz (com Z), que ora nos divertem, ora nos comovem tanto. Seu texto mais recente, “Uma tragédia urbana” mostra que não está apenas ligado nos fatos recentes, mas também sua ligação ao passado, onde ameniza a tragédia contando-nos uma peraltice infantil. E em seus textos natalinos mostram claramente seu enorme e generoso coração, com todo o carinho, cuidado e atenção que dispensa a todas as pessoas, o que o faz tão admirado por todos os que o conhecem, seja pessoalmente, seja apenas através dos seus escritos.
Mas não é só isso! Quando resolve dar “aulas de história e de conhecimento”, ele arrasa! Basta ler “Dois anos presa por levar queijo e biscoito”, em que levanta a discussão sobre a justiça e o desrespeito pelos menos favorecidos que acabam recebendo o mesmo tratamento dispensado aos verdadeiros bandidos. Em “Páscoa e um congresso inesquecíveis”, traz para o presente o ano de 1942 onde, aos dez anos de idade, vê com seus olhos infantis a iminência da guerra que desafiou e modificou o mundo. Já em “Casa dos dois”, nos lembra das antigas cadernetas e das atuais casas onde tudo custa R$ 1,99, assim como em “O que o nosso povo quer”, traz um grande discurso de lucidez política que chegou a mexer com os meus brios de brasileiro. Em “Música, Divina música!”, mostra seu excelente gosto musical e em “Relíquias”, mistura um pouco da sua própria história ao nos apresentar o belíssimo texto sobre uma das grandes artistas do passado: Izaura Marques! Aliás, em seus textos, quase todos, ele mistura ao assunto principal a sua própria história, abrindo-se para nós em sua (re)conhecida modéstia.
Mas o Modesto também ri – e nos faz rir – com seus textos brincalhões, como aquele em que faz uma brincadeira sobre seus membros superiores e inferiores (“Os quatro irmãos gêmeos), que quase me levou a acreditar que se tratasse de uma confissão verdadeira! Em “Porcelanato, o piso”, nos conta uma engraçada história envolvendo a troca do piso de sua sala e cozinha com a desastrada história de Antonio Carlos, o técnico do fabricante que veio verificar defeitos apresentados após a colocação.
Enfim, o nosso homenageado é um grande escritor, um dos mais fecundos do nosso grupo,que nos presenteia com sua prosa agradável e seus assuntos variados que jamais deixam de despertar nossa atenção!
Não sei se esqueci algum texto, mas sei que o que posso escrever sobre o Senhor Modesto Laruccia, é que ele, do alto dos seus oitenta anos de idade e através dos seus escritos, nos mostra ser uma pessoa íntegra, sensível, calorosa e carinhosa, que através de uma prosa totalmente intimista, vai-nos abrindo sua vida, suas experiências, sua visão do mundo que o cerca e seus conhecimentos com tanta clareza e lucidez que eu, simplesmente me envolvo em suas palavras de tal forma que chego quase a imaginar estar vivendo suas histórias, sentindo o que ele sentiu, aprendendo com ele muitas coisas que desconhecia e me tornando, dessa forma, um pouquinho do que ele é.
Parabéns, caríssimo Modesto Laruccia! Não apenas pelos seus oitenta anos, mas principalmente por ter sabido utilizar essa longa jornada neste planeta com tanta sabedoria e por ter se tornado um exemplo a ser admirado por todos e seguido, sem qualquer dúvida!
Aceite o meu abraço fraterno. E a minha admiração.

Por Zeca Paes Guedes

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Caríssimo Modesto

Cabecinha feita de algodão, um sorriso farto e aberto, um par de olhos faceiros e uma mente brilhante...
Só o vi uma única vez, mas logo de cara deu pra notar tudo o que disse acima.
Pessoalmente nos conhecemos muito pouco, mas já me sinto privilegiado em conhecê-lo.
É nas palavras que ele esbanja categoria.
Não sei qual é a sua formação, mas vou roubar o título que o Marcos Falcon lhe colocou: Ao Mestre com carinho.
Uma das primeiras história que li, ao conhecer o Site São Paulo Minha Cidade, foi justamente o relato Lua (de) Mel...ada, na Praia Grande.Gostei muitíssimo daquela história pela riqueza dos detalhes, pintando o cenário da época e todas as peripécias enfrentadas, brilhantemente, pelo casal Myrtes e Modesto.
Lendo aquela aventura maravilhosa, pra quem esta do lado de cá, fui me sentindo incentivado a escrever também sobre a minha lua de mel; também foi na Praia Grande, com passagens pitorescas.
Desde então foi crescendo, aqui dentro, uma vontade enorme em compartilhar com as pessoas um pouco das nossas aventuras de vida.
O Modesto nunca soube. Mas, ficará sabendo agora, que a sua história foi responsável e determinante que eu começasse a expor a minha vontade de escrever.
Sim. Se hoje eu tenho um prazer enorme em escrever, você foi o responsável.
Por isso, eu estou publicamente revelando este segredo.
Meu caro Modesto, o meu muitíssimo obrigado e um feliz aniversário.
Um Grande Abraço desse seu novo amigo.
Ah! Sim, no mesmo dia que tomei conhecimento da Lua (de) Mel... Ada, do Modesto, eu quis redigir a minha versão ocorrida em 05/01/1974 que começava assim:
Lua de Mel na Praia Grande 
Saboreando as diversas histórias sobre o tema “Lua de mel” no site São Paulo Minha Cidade, como as do Modesto e de outros colegas, tirei do baú mais uma história que aconteceu na Praia Grande...
Desde 2009, o relato foi enviado mais de 3 vezes ao site, mas jamais foi publicado.
Mas, um dia será... Com certeza.
Parabéns, Professor Modesto!
Por Luigy Marques

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Octogésimo

1932:

• São Paulo tinha quase um milhão de habitantes e não engolia Getúlio Vargas.
• Na sede da Fiesp, não se discutiam negócios- conspirava-se contra o Governo provisório.
• Revolução constitucionalista
• Criação da moeda própria, o dinheiro da revolução
• Instituição da Carteira do Trabalho, em todo país
• Novo Código Eleitoral: introdução do voto secreto, do voto feminino, da representação classista, da Justiça Eleitoral.
• Decretos: regulamentação do emprego de mulheres na indústria, garantia dos contratos de trabalho, limitação da jornada de trabalho a oito horas.
• Primeiros anúncios radiofônicos
• Decreto proibindo que novas mudas de café fossem plantadas durante três anos
• Nos EUA - a eleição de Franklin Roosevelt
• Já na Alemanha, o dirigível alemão Zeppelin inaugurava vôos regulares à America do Sul.

Aí a cegonha trouxe aquele bebê rosadinho que foi embalado com indescritível ternura. Quem o acalentou, não podia imaginar que ali estava um homem destinado a uma existência criativa, escritor e bom amigo. Capaz de comover e fazer rir. Permitir ao leitor levitar e sonhar. Danado de bom em relatar o cotidiano desta São Paulo do Non Ducor Duco. Cidade dos migrantes e dos imigrantes.

Do quintal, ao seu bairro, o Brás. E quando vemos, está falando do universo, de sua gente e mazelas. Memórias. Um jeito italiano de ser. O ouvido musical apurado. Das histórias de loteria às ilusões do dia a dia. Revelando como pensa, sente e age. Saborosas crônicas a encantar espíritos ávidos de boa leitura.

O carinho dos amigos, os comentários postados, prova inquestionável do talento. Anima e incentiva a todos com sua generosidade nesta torrente literária. Lança luzes no ambiente. Segue “a vida como um rio e como um rio se renova”. Sonhos que não desvanecem.

Oitenta anos não é estar velho, é ter “excesso de juventude”. Num dos seus comentários, você disse: a vida é como um buquê. Se algumas flores não agradam, outras compensam pela beleza e perfume. É com este aroma que digo: Parabéns, Modesto! Grata por ser fonte de vontade e luz. É comovente sua disposição em ler, comentar os textos, aglutinar pessoas. Um gesto delicado merece delicadeza.

Por Suely Schraner

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Para o amigo Modesto Laruccia

Não se pode dizer que São Paulo seja uma cidade modesta. Tanto não é modesta que possui até um site só seu, onde cidadãos escrevem suas memórias e sua relação de amor e ódio com ela, mais de amor do que de ódio, diga-se de passagem. Dentre esses cidadãos destacamos um memorialista de primeira linha, que de Modesto só tem o nome. Não dá para ser modesto. Seus textos nos fazem rir e nos fazem chorar. Sua relação com Sampa é de um afeto que beira a emoção. É um amigo no site que não economiza elogios a nenhum de nós cronistas, esbanjando cordialidade sem nenhuma  parcimônia ou modéstia.
No início, ele era apenas mais um cronista on line, conhecido  virtual;  aos poucos foi se tornando  um amigo também virtual, como muitos de nós hoje somos, mas que as rodadas de redondas do Miguel Chammas se encarregaram de o  tornar real e de o materializar para aqueles que costumam frequentar os encontros. O Modesto, raramente perde uma rodada, esbanjando muita vitalidade nas primaveras já vividas, fazendo-se acompanhar pela sua Myrtes.
Amigo e muito querido cronista Modesto, foi um prazer enorme poder conhecê-lo e conhecer as suas histórias. É um prazer enorme poder dizer PARABÉNS PELOS OITENTA ANOS  que você completará em 05 de fevereiro, ao lado da  Myrtes, tantas vezes citada por você. Esperamos poder continuar com sua presença aqui no site, até os cento e lá vão pedradas, como o Oscar Niemeyer, ainda na ativa, produzindo e passeando pela noite. Claro que, a estas alturas, eu  tentarei acessar o site,  lá das alturas, só para ler os seus escritos.
Um grande abraço por esta data tão bonita e importante na vida do ser humano, comemorada junto a toda a sua família e dos muitos amigos que você conseguiu fazer.
Um beijo nos seus veneráveis e honrados cabelos brancos.
Por Ivete Gomes Moreira

domingo, 22 de janeiro de 2012

Um amigo especial

Conheci você, Modesto, num dia muito especial. Foi na entrega do Livro de Mil Memórias, lá na Sala São Paulo. Estávamos todos muito felizes com o evento, mas você, apesar desses cabelos brancos, que são sua marca registrada, chamava a atenção e parecia um garoto, de tão alegre que estava ao lado de sua querida Myrtes.
Depois vieram outros encontros nas famosas "Redondas". Aí, pude conhecê-lo melhor e juntar o escritor que apreciava, com a figura humana, de um homem inteligente, de mente privilegiada e bom amigo.
Nas muitas lições que aprendi, com sua experiência, uma delas foi nunca deixar de comentar o texto de um colega. Você sempre nos chamava a atenção para isso, pois nunca deixava de dar o seu “pitaco” e incentivo aos escritores.
Nos seus textos pude conhecer melhor o bairro do Braz, além de poder recordar as idas e vindas que meus pais, (cinéfilos que eram) faziam na região, em busca de nova película e, também, para usufruírem da farta gastronomia local.
Gostaria que soubesse que me emocionei muito com o seu texto “VÍTIMA DA ARROGÂNCIA”, onde conheci a saga de sua família, além de ficar sabendo do triste e histórico bombardeio, que desconhecia. Mas, ri muito das histórias sobre sua “LUA DE MEL / ACONTECEU NO NATAL E DO PORCELANATO”.
Que você tenha um Feliz Aniversário e um Bom Ano, cheio de saúde, para nos presentear com mais histórias encantadoras, reais ou não.
Um abraço.

Por Bernadete Pedroso

sábado, 21 de janeiro de 2012

Caro Modesto


É com alegria que lhe escrevo este texto comemorativo aos seus oitenta anos.
Você, pelo jeito, é daquelas cepas duras de madeira, madeira de lei, cedro, canela, peroba e imbuia, mas de uma humanidade frágil como daquela planta, a mamona, que se desfaz ao calor dos raios bravos de sol.
Você, Modesto, é um daqueles caras, com voz leve e suave e que, se a gente deixar levar, você nos 'come', engole, tal é a sua simpatia como pessoa. hahaha. Quero dizer que você se comunica muito bem, é convincente.
Receba meu caro amigo, votos de estima e consideração pelo seu trabalho junto ao site, que nos granjeou muitas amizades, sinceras e leais.
Parabéns a você pelas grandes conquistas, pois você é um homem de lutas e desejo que a vida possa-lhe  sorrir, pois sua presença e amizade são indispensáveis para todos nós.
O Modesto foi o primeiro amigo do site que me inclui no Facebook. Mas nunca conversamos... Não foi preciso, não é Modesto? Para bons entendedores, meia palavra basta, ou nenhuma.

Por Clesio de Luca

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Sr. Modesto


Sr. Modesto, apesar de conhecê-lo pouco  e o ter visto apenas uma vez, o meu prazer foi imenso e tenho a certeza de que é uma pessoa extraordinária, que tem várias histórias para contar sobre a nossa São Paulo.
Do alto dos seus oitenta anos, quantas passagens bem vividas saberíamos, se ele abrisse seu arquivo de vida?
Quero parabenizá-lo por esta data tão festiva, que tenha um caminho longo para trazer para nós toda a sua sabedoria, alegria e paz, que nos transmite quando da sua presença entre os amigos que o amam.

Parabéns Sr. Modesto, que DEUS o abençoe e obrigada por tê-lo conhecido.

Por Maria Thereza Marangoni

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Igual ao velho vinho...

Quando mandei a minha primeira história para o site S.P.M.C. fiquei, como era natural, ansioso à espera que a mesma fosse publicada, o que aconteceu no dia 14/07/2008. Sua publicação estimulou-me e já são quase sessenta crônicas publicadas.
No espaço dedicado aos comentários chamava-me atenção a presença sempre constante de Modesto Laruccia. Observei também que participava com suas considerações em TODAS as histórias. Incentivava os calouros, aplaudia os veteranos e, mesmo discordando, sempre o fazia com absoluta elegância, amabilidade e bom humor. Mas seu talento se revelava, de verdade, nas saborosas crônicas cuja técnica domina com perfeição. Nunca descamba para o grotesco, o piegas, o caricato ou o dramalhão. Lendo Laruccia a gente só tem a aprender.
Este homem que em fevereiro completa oitenta anos é um belo modelo de vida bem vivida. Não esquece seus antepassados de Polignano a Mare na velha “bota”, nem da infância e mocidade na sua querida Rua do Gasômetro. Criança, deslumbrado, ouvia as histórias de seus familiares sobre Polignano, onde nunca faltava a uva para o vinho, nem a azeitona para o azeite. Cresceu e fez sua própria história que nós, seus leitores, temos o privilégio de ler. Sua lucidez, seu bom humor, sua disposição, seu amor à vida e a sua sabedoria merecem nossa admiração e nosso respeito.
Num comentário que fiz a uma de suas brilhantes crônicas chamei-o de nosso guia, nosso mestre. É isso que ele é!
Que ao lado de sua inseparável Myrtes viva muitos anos para a alegria daqueles que o amam.Como nós.
Tim!Tim!
Salute!

Por Deraldo Mancini

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Modesto, hoje é só pra você!


Modesto já era um nome em destaque no site saopaulominhacidade, quando passei a participar deste admirável grupo. Aos poucos, lendo seus textos, logo fui simpatizando-me com sua forma gostosa de escrever seus contos e sua historia de vida. Todos são fantásticos e com fundamento, mas o que mais chamou a minha atenção foi “Lua de mel...ada”. Apesar de longo a atenção não se esvai não se dispersa por ser muito divertido e, ao mesmo tempo, emocionante.
Na entrega do livro na Casa São Paulo, tive a oportunidade de conhecê-lo pessoalmente e com os encontros permanentes dos autores, esta amizade foi amadurecendo lentamente. Ele estava sempre lá acompanhado da Myrtes, sua companheira de longa data.
Participar destes encontros tem sido para mim uma experiência muito boa e frutífera, além de acrescentar conhecimentos, ganhei grandes amigos e continuo a ganhar sempre que o grupo aumenta. Fui muito bem recebida e aceita por estes “Megas Veteranos” e isto, para mim, é motivo de muita honra.
Lembro muitas vezes enquanto a pizza rolava o Modesto, com toda sua empolgação, reproduzir ao vivo seus contos, isso faz com que as emoções venham à tona e o produto final é a aproximação do grupo que vai ficando cada vez mais fortalecido.
Posso acrescentar, ainda, que ele é uma pessoa alegre, gentil e que produz comentários em todos os textos do site com perfeição. Com certeza um escritor que posso me espelhar, um exemplo de pai, esposo, tio, sobrinho, sogro, enfim, um grande amigo.
Seus cabelos brancos mostram os aniversários de sua vida, os momentos de glória e de outras dores. Deus lhe deu o poder e a capacidade de renovar sua alma e isto quer dizer as chances de você fazer novos amigos, ensinar novas lições, ter novas idéias e vivenciar novos momentos que embalam sua vida.
Abençoado seja o teu aniversário e que Deus permita que muitos ainda sejam vividos.
Modesto, meu querido amigo, que as bênçãos divinas cheguem até você neste dia tão especial.

Um grande beijo e um Feliz Aniversario.


Por Margarida Peramezza

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Memórias de um conhecimento


Eu já conhecia e era fã de um autor do site SÃO PAULO MINHA CIDADE que, no meu entender, escrevia de forma vibrante e emocionante diversos textos sobre sua família e seu bairro de origem, o Braz (com z sim senhor!).
Seus comentários em textos de outros autores eram, sempre, encorajadores. Não havia texto ou autor que não houvesse tido um carinho do seu comentário.
Eu, na época, gozando do ostracismo da solidão, lendo seus textos, me incitava a também escrever, escrevia e ficava deslumbrado em ver meus trabalhos serem editados e de receber vários comentários, principalmente desse autor preferido.
Nunca, jamais, em tempo algum imaginei poder um dia conhecê-lo pessoalmente. Não imaginava como seria a sua figura, apenas sabia que gostava muito dele e de seus textos.
Um dia, por conta da enorme quantidade de textos produzidos e publicados pelo site, sou convidado a participar dos preparativos para o evento em comemoração ao lançamento do livro das 1.000 histórias publicadas. Aceitei de imediato.
Não sabia quantos mais iriam participar, sabia apenas que estariam presentes o Mário Lopomo e o Luiz Saidemberg, já meus conhecidos e pioneiros na aventura de criar uma atividade social para os autores do site. A agora famosa “RODADA DE REDONDAS”.
No dia aprazado, fui ao encontro do pessoal do site, liderados à época pela amiga Clara Azevedo. Fui sendo apresentado ao pessoal que também participaria do evento, o Lopomo e o Saidenberg já eram conhecidos; a Neuza Guerreiro, simpática e brincalhona foi a apresentação seguinte. Por último, um pouco afastado do grupo, sentado a uma cadeira, uma figura realmente imponente foi convocada para me ser apresentada. Então, do alto de seus setenta e tantos anos, portando uma alva e branca cabeleira, o Sr. Modesto Laruccia me foi apresentado.
Parece ridículo, mas minhas pernas bambearam ao ver na minha frente o meu autor preferido. Nossas afinidades vieram à tona e, nesse momento, deu-se o início de uma sincera e profunda amizade que perdura até agora, graças a Deus.
Hoje, com profundo conhecimento desse senhor, posso dizer que, apesar dele ser o mais profundo dos mal humorados dos homens da face da terra, o mais ranzinza dos carcamanos conhecidos nesta Sampa de todas as raças, o mais reclamador de todos os autores do site, é a pessoa mais delicada, mais animada e mais querida do grupo de autores participantes das RODADAS DE RENDONDAS COM AUTORES REDONDOS OU NÃO.
Mo, saiba que tenho a honra de poder dizer aos 4 cantos, que sou um felizardo incontestável por gozar de sua amizade.
Ouviu, velho ancião octogenário?
Que Deus, na sua imensa magnitude, te conserve por mais 80 anos em nossa companhia, mesmo que isso venha ser um grande problema para a Myrtes, que terá de te aturar por mais esse tempo todo.
Baccio amicci!

 
Por Miguel Chammas

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

“LARUCCIA VERSO ALL’ OTTANTINA”!(LARUCCIA A CAMINHO DOS OITENTA ANOS!)


Impossível fazer um texto sobre o caríssimo Laruccia sem cair no italiano e mesclá-lo ao Português. Então, vai lá:
“Laruccia se ne và all’ottantina! Che vadda all cento e più - e più di più”!
(Laruccia vai fazer oitenta anos! Que vá aos cento e tantos e muitos mais!)
Oito décadas sem perder a juventude e o bom-humor! E o melhor de tudo: “inteiraço” de corpo e mente!
Larù, mio tanto caro amigo. Você é um dos responsáveis – ou um dos culpados – por todos os textos que tenho postado (risos).
Eu explico:
Leitor assíduo do “São Paulo, Minha Cidade” resolvi que já era hora de postar um texto. Um texto que, além de divertido era nostálgico e emocional.
Em 18/06/2008, foi publicado o meu texto – “Bonde, esse criador de casos e de causos.” Entre os comentários do Lopomo, Miguel, Saidenberg e outros, estava o seu:
"Presto, presto! Che siamo in rittardo!" Que bela abertura de texto, Wilson. Com direito a legendas, no final. Como é gostoso lembrarmos estas ocorrências e ainda com o palavreado que nossos pais recorriam, sem saber que estavam dando aulas de um idioma estranho aos "forastieri"(os não oriundos) e que nós, descendentes, aprendíamos com a eterna facilidade das crianças em absorver tudo. Auguri, Natale, hai fatto un vero e bello capo-lavoro. Modesto.“
Comentário muito importante, não pelos elogios, mas pela sua alma de “oriundi” que viu além do texto a vida de um filho de imigrantes, a sua vida, a vida de muitos de nós. E foi muito bom ler a ”sua voz de oriundi” naquele texto que foi publicado um mês depois da partida da minha “mamma”. Você, um igual (Oriundi), notando os pedacinhos de vida que o texto, subliminarmente, continha. E fez com que eu lembrasse que esses pedacinhos continuam em mim para sempre. “Grazie tante, amico mio”!
Foi assim que começou a nossa amizade no virtual. Mas tão REAL no que se refere ao amor fraterno e ao respeito que tenho por você.
E quanta coisa nós temos compartilhado nesse quase quatro anos de SPMC e do MEMÓRIAS DE SAMPA!
E quanta coisa ensinamos, o quanto aprendemos com os outros autores!
As suas, as deles, as minhas histórias da vida desta cidade. Gente importante, gente anônima; pedaços do cotidiano; acontecimentos; tragédia urbana, tragédia humana... Festas comemorações... Enfim, as mudanças sofridas por esta Cidade de São Paulo que amamos intensamente.
Dia-a-dia, vamos mostrando às gerações as muitas São Paulo em suas décadas.
E você, Larù tem contribuído muito para isso: Opiniões sobre a atualidade, resgatando personalidades até então esquecidas; trazendo à luz – quase como em uma fotografia a paisagem do velho Brás com “Z”, fazendo mais e mais, valer a frase “Memória é História”.
E agora você está ai, a caminho dos oitenta, com uma bagagem e tanto! A sua história, a História, a sua Memória. E revivendo na Internet os momentos da sua vida. Vida de vencedor, lutador. E é uma honra e alegria acompanhar os seus textos.
Eu me sinto feliz por ver através dos seus olhos e textos essa São Paulo que eu não vivi e que vivi através de você. É que eu nasci em 1948 e só fui cair na vida nos anos 60... (risos)
Larù, bello. Sou desbocadamente honesto: Ficaria p... da vida com Deus se ele não permitisse que os nossos caminhos se cruzassem!
Parabéns antecipados “mio grande amico”! Obrigado por existir. “Se non vi fossi, bisognerebbe inventarlo”! (Se você não existisse, seria preciso inventá-lo!)
“Un bacione in testa”,

Por Wilson Natale